O Encontro dos Jordans com os Beatles
Os únicos músicos brasileiros a se encontrarem com o mais famoso grupo de todos os tempos
Por Sergio Farias
Em 1967, provavelmente o assunto mais discutido foi a “Guerra dos Seis Dias” no Oriente Médio. Apesar da guerra o ano também foi marcado pela ascensão do pacifico movimento hippie e o “Verão do Amor” no lado ocidental.
Mais precisamente em novembro de 1967 foram destaques nos noticiários a legalização do aborto na Inglaterra e a batalha de Dak To no Vietnam, com pesadas baixas para os dois lados. No Brasil o governo militar acabara de promulgar a nova Constituição Federal, cujo artigo 78 concedia competência a União de organizar a Policia Federal com a finalidade de prover censura as diversões públicas.
O fato gerou polemica no cenário das artes no mesmo mês em que foi lançado o compacto simples “Capoeirada” de Erasmo Carlos e estreou nos cinemas o filme “Com 007 Só Se Vive Duas Vezes”. Em meio a isso tudo também foi divulgado que Silval, guitarrista dos Jordans havia comprado um avião “teco-teco”. Mas um outro fato que estava ocorrendo com os Jordans no exterior, naquele mesmo mês, também viraria noticia e marcaria a historia da música popular brasileira. O encontro deles com os Beatles.
A Origem dos Jordans

Em 1952, Bill Haley and The Saddlemen lançaram pela gravadora Essex, na Filadélfia, o compacto “Rock The Joint”, que se tornou um sucesso regional e marcou o início da era do Rock'n'roll. Três anos depois, Bill Haley havia mudado o nome do seu grupo para The Comets e lançou pela gravadora Decca (uma das maiores na época) o disco “(We're Gonna) Rock Around The Clock”, que também serviu de trilha sonora para o filme “Blackboard Jungle” (“Sementes da Violência”). O ritmo inovador da música aliado a um sucesso de bilheteria fez com que “(We're Gonna) Rock Around The Clock” se tornasse um sucesso mundial sem precedentes.
Em 1956, musicos negros como Chuck Berry e Little Richard se destacavam como os maiores compositores de rock'n'roll nos Estados Unidos. Mas em um pais ainda dominado pela segregação racial, precisou que um cantor branco que cantava como negro despontasse como um mega astro do rock'n'roll e contagiasse toda a juventude da época. Seu nome era Elvis Presley.
Influenciados pelo novo ritmo musical, em 1958, garotos em várias partes do mundo formavam suas bandas de Rock'n'roll. Em Liverpool, na Inglaterra, dois jovens músicos John Lennon (09.10.1940) e Paul McCartney (18.06.1942) tinham formado recentemente o grupo The Quarry Men. No início daquele ano, o Quarry Men teve a adesão do guitarrista George Harrison (25.02.1943), e seguiu se apresentando em pequenos clubes locais. Dois anos depois o grupo passou ser chamar de The Beatles, inspirados no grupo The Crickets de Buddy Holly, e dois anos depois efetivou Ringo Starr na bateria.
No outro lado do Atlântico, no bairro do Tatuapé, em São Paulo, no Brasil, outros três jovens como os guitarristas Aladdin (05.01.1941) e Sinval (26.07.1944) e o baterista Tigueis formaram, também em 1958, o grupo The Three Plays para tocarem nos clubes do bairro e programas de rádio. Em 1960, o grupo mudou o nome do para The Jordans, inspirados no grupo vocal The Jordonaires, que acompanhava Elvis Presley.
Os Jordans, além de Aladdin e Sinval, passaram a ter a formação oficial junto ao guitarrista Mingo, o baixista Tony (16.04.1944) e o baterista Foguinho (02.09.1944). Os Jordans se especializaram em rock instrumental, inspirado nos grupos estrangeiros Ventures, Shadows e Cousins. Apesar da influência estrangeira, os Jordans inovaram em usar instrumentos menos comuns a um grupo de Rock'n'roll como vibrafone e bandolim. O repertorio dos Jordans também era mais eclético e global. Eles se basearam em tocar sucessos da musica pop nacional, americana, inglesa, italiana, espanhola, mexicana, cubana, francesa, trilhas sonoras de filmes e seriados de TV, além de composições próprias.
Os Jordans passaram a se apresentar no Programa Crush Hi-Fi, na TV Record, em São Paulo, ao lado de estrelas do início do rock nacional como Celly Campelo, Tony Campelo e Gally Junior (depois “rebatizado” como Prini Lorez). O início da popularidade dos Jordans fez com que o grupo fosse convidado pelo cantor Carlos Gonzaga, o primeiro ídolo do rock romântico, para acompanha-lo em uma turnê pelo Brasil. Após a excursao, os Jordans foram convidados pelo radialista Antonio Aguillar para participar de uma série de apresentações no programa “Ritmos Para Juventude”, na Rádio Nacional.
"A Vida Sorri Assim"
As apresentações em um dos programas de rádio com maior audiência em São Paulo levou os Jordans, em 1960, a serem contratados pela gravadora Mocambo, que lançou em 78 r.p.m. o disco “Bouddha”. O êxito radiofônico do disco despertou o interesse da gravadora Copacabana que lançou o primeiro álbum dos Jordans “A Vida Sorri Assim”, em 1961, com o novo membro do grupo, o saxofonista Irupê. No ano seguinte, o guitarrista Mingo deixou o grupo para ingressar no grupo The Clevers (depois chamado de Os Incríveis), sendo substituído por Ziquito. O segundo álbum “Suspense” estourou nas paradas de sucesso com “Blue Star”, tema do seriado da TV americana “Medic”, composto pelo maestro Victor Young. Em 1964, junto ao lançamento do terceiro álbum “Surfin'With The Jordans”, o grupo estreou no cinema com o filme “O Puritano da Rua Augusta” do popular cineasta paulista Amacio Mazzaropi.
Os Jordans seguiram com shows pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além de participar de vários programas de TV como “Clube do Rock” e “Discoteca do Chacrinha” Em 1965, o quarto álbum “Os Alucinantes Jordans” constou a primeira versão do grupo para uma canção de John Lennon e Paul McCartney “A Hard Day's Night”, que naquele momento a frente dos Beatles não eram apenas um enorme sucesso musical, mas também um fenômeno social.
"Tema de Lara"

Com o mérito de ser um dos pioneiros do Rock'n'roll no Brasil, os Jordans foram contratados pela TV Record para participarem como banda de apoio do programa “Jovem Guarda”, apresentado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia. Os Jordans também tocaram e gravaram com os maiores nomes da música brasileira na época como Elis Regina, Wilson Simonal, Agnaldo Rayol, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Prini Lorez entre outros. Os Jordans também dividiram os créditos do disco “A Dança do Beijo” com Moacyr Franco, que obteve êxito comercial no final de 1965.
Em janeiro de 1966, os Jordans, acrescidos de Neno (pistom) lançaram o quinto álbum “Studio 17”, cuja versão para “Tema de Lara” de Maurice Jarre, trilha-sonora do filme “Dr. Zhivago”, foi um dos maiores sucessos de vendas no Brasil, naquele ano. “Tema de Lara” ganhou um disco de ouro e o troféu Roquete Pinto na categoria “Melhor Conjunto Instrumental da Juventude”. As vendas de “Tema de Lara” se potencializaram com seu lançamento na Franca e na Itália, onde o disco dos Jordans entrou nas paradas de sucesso. Com isso, o grupo foi contratado para uma turnê européia no ano seguinte.
A Turnê Européia
Embalados pelo sucesso de “Tema de Lara”, em seguida os Jordans lançaram o EP (compacto com quatro musicas) “Cadillac” com mais uma versão da dupla Lennon e McCartney para “Bad To Me” (“Esperando por Mim”, versão de Aladdin). Em abril de 1967, o sexto álbum “Edição Extra”, emplacou outro sucesso com “Noites em Moscou”, versão de “Midnight in Moscow” do trompetista de jazz britânico Kenny Ball. No final de outubro de 1967 os Jordans, cuja formação era Aladdin, Tony, Foguinho, Sinval, Irupê e Nêno embarcaram para uma turnê pela Europa.
Eles chegaram pela Espanha e se surpreenderam ao encontrar em uma loja de discos no aeroporto de Las Palmas, discos dos Jordans lançados na Espanha. Antes de embarcarem para Franca, os Jordans compraram seus próprios discos espanhóis para posteriormente cobrarem explicações da gravadora. Em Paris, os Jordans participaram de uma entrevista promocional junto com os astros pop franceses Johnny Holliday e Sylvie Vartan. Em dois de novembro, os Jordans foram para Londres apenas para fazer turismo.
Quando os Jordans desembarcaram em Londres, o primeiro lugar nas paradas de compactos era “Baby, Now That I Found You” com The Foundations. Outros sucessos também tocavam nas rádios inglesas como “Massachussetts” - Bee Gees, “The Letter” - The Box Tops, “The Last Waltz” - Engelbert Humperdink, “Hole In My Shoe” - Traffic e “Zabadak” - Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick and Tich. Os álbuns em evidencia eram “Universal Soldier” - Donovan, “More of The Hard Stuff” - Dubliners, “Live of The Talk of the Town” - Tom Jones, além de duas trilhas sonoras que se mantinham entre os dez mais há dois anos como “The Sound of Music” e por coincidência “Dr. Zhivago”.
Rolling Stones, Monkees, Cream, Herb Alpert & Tijuana Brass e Jimi Hendrix Experience também tocavam bastante, mas quem realmente estava no topo eram os Beatles. Eles emplacaram durante todo o primeiro semestre de 1967 com os compactos “Penny Lane”, “Strawberry Fields Forever” e “All You Need Is Love”. Naquele momento, o álbum “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” estava em primeiro lugar há vinte e uma semanas!
Os Beatles
No inicio de novembro de 1967 os Beatles, apesar de ainda abalados com a morte do empresário Brian Epstein (em agosto), estavam a pleno vapor. Em outubro havia sido divulgado que, em 1966, o lucro da Northern Songs, editora musical das canções de John Lennon e Paul McCartney, foi de 842.000 libras, apenas na Inglaterra. A recém formada empresa dos Beatles, a Apple estava investindo cem mil libras para a producao de seu primeiro projeto com “Magical Mystery Tour” um telefilme para ser lançado no natal. O filme também foi escrito e dirigido por eles. Os Beatles também estavam interessados em questões menos materiais e planejavam uma viagem à Índia para fevereiro do ano seguinte, a fim de aprofundar os estudos sobre a meditação.
No início de novembro, os Beatles estavam filmando as ultimas seqüências de “Magical Mystery Tour”, ao mesmo tempo que davam os retoques finais no estúdio 3 da EMI, em Abbey Road, nas cancoes “Hello Goodbye” e “The Fool on The Hill” (trilha sonora do filme).
A vida pessoal dos maiores superstars da época, também não poderia deixar de ser menos agitada. John Lennon estava discretamente envolvido na produção da exposição “Yoko Plus Me”, da artista plástica japonesa Yoko Ono, com quem ele estava tendo um secreto caso amoroso, pois ele ainda estava casado com Cynthia. Ringo Starr estava em negociação com produtores franceses e italianos para estrelar como ator no longa-metragem “Candy”. George Harrison fez uma breve viagem à Suécia, apenas para assistir a uma palestra do Maharishi Mahesh Yogi, enquanto Paul McCartney acabava de chegar de Nice, no sul da França, onde filmou algumas cenas para “Magical Mystery Tour”.
No entanto, quis o destino, que no dia quatro de novembro, os Beatles estivessem em Londres editando o filme “Magical Mystery Tour”, no segundo andar do pequeno estúdio Norman's Film Productions, que ficava, na esquina das ruas Wardour e Old Compton, no Soho, próximo a Piccadilly Circus. Apesar da presença dos Beatles em seu primeiro filme como produtores, curiosamente nos fundos do estúdio estava também em produção um filme erótico.
O Encontro

Era um sábado chuvoso em Londres, onde a temperatura media estava em torno de oito graus positivos. A BBC anunciava as apresentações ao vivo dos Hollies e de Simon Dupree and The Big Sound. O grande evento para aquela noite na capital era a turnê, que estava rodando a Inglaterra, com o Who e as atrações de abertura Traffic, Herd, Marmelade e Tremeloes.
Naquela dia os Jordans estavam passeando pela cidade, munidos de maquinas fotográficas, uma filmadora super-8, e sem se desgrudar dos discos espanhóis, pois eram uma comprovação para um futuro pagamento de direitos autorais. Despreparados para o frio europeu, eles vestiam blusões da escuderia Pepe Legal, que era preto com um símbolo amarelo, bastante chamativo, no meio.
Com saudades das massas paulistanas, eles pediram ao seu cicerone, um baterista espanhol radicado na Inglaterra chamado Pepe, que os indicasse algum restaurante de comida italiana. Pepe então, sugeriu um restaurante no Soho, sem saber que o apetite dos rapazes iria leva-los a saciar um outro desejo, peculiar a milhões de outras pessoas no mundo e coloca-los em um lugar na historia da musica pop mundial, pois o restaurante casualmente escolhido ficava em frente ao Norman's Film Productions.
As quatro horas da tarde os Jordans e Pepe chegaram ao restaurante que estava praticamente vazio. Eles escolheram uma mesa que ficava em um ambiente próximo a entrada. Irupe foi ao toalete que ficava na área reservada, mais ao fundo e ao retornar a mesa falou que tinha visto uma pessoa muito parecida com o Ringo Starr, no entanto acharam ser uma coincidência. Pouco depois passam pela mesa dos Jordans, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison, Ringo Starr e mais duas meninas. Os Beatles pararam brevemente para observar o emblema da escuderia Pepe Legal e seguiram em frente. A partir daí os Jordans perceberam que não poderia ser apenas uma coincidência e perguntaram ao garçom, que confirmou ser os Beatles, pois eles estavam trabalhando em um estúdio em frente ao restaurante.
Os Jordans, apesar da saudade da comida da Mooca de tão ansiosos nem conseguiram mais almoçar e saíram atrás deles. Ao chegarem a rua viram que Paul McCartney entrou dentro de um carro da marca Aston Mardin e deu partida. No mesmo momento observaram que George Harrison saiu de um prédio em frente ao restaurante e seguiu em outra direção. O sentimento foi que eles haviam perdido os Beatles, mas logo eles olharam para o segundo andar do mesmo prédio de onde George Harrison saiu, e perceberam que John Lennon estava próximo à janela observando o que parecia ser negativos de filme.
Os Jordans bateram a porta do prédio e ninguém menos que o próprio John Lennon veio atender. Ao vê-los pareceu que John Lennon os associou imediatamente aos rapazes que a pouco cruzou no restaurante com aqueles blusões diferentes. Pepe e os Jordans se identificaram como uma banda brasileira e mostraram os discos espanhóis dos Jordans, John Lennon, talvez por pensar que era um presente pegou os discos para si (já eram os royalities espanhóis) e simpaticamente os convidou para entrar. No estúdio também estava Ringo Starr, que ao ser apresentado aos Jordans pediu ao seu colega baterista Foguinho que lhe desse algumas dicas sobre a batida da bossa nova. Pepe serviu de tradutor, enquanto Aladdin aproveitou a filmadora, que ainda restava tres minutos de filme e registrou o encontro, enquanto também se tiravam fotos. Segundo os Jordans, John Lennon e Ringo Starr foram muito simpáticos, e após cerca de dez minutos de confraternizacao, as duas bandas se despediram.
Os Jordans partiram para Italia no dia oito de novembro, mesmo periodo em que os Beatles posavam para fotos promocionais do desenho-animado “Yellow Submarine” (lançado em 1968) e se preparavam para filmar o vídeo clipe de “Hello Goodbye”. Na Itália os Jordans se apresentaram na TV RAI, com exibição para outros paises europeus. A turnê passou por Roma, Milão, Nápoles, Monte Cassino, Veneza e Lugano, na Suíça.
Volta ao Brasil
Logo após o encontro os Jordans enviaram uma foto deles com os Beatles, via a agência United Press. Ao chegar no Brasil a fotografia causou grande euforia e alguns meios de imprensa exageraram ao divulgar: “Jordans tocam com os Beatles”.
Independente do ufanismo das matérias, ao desembarcarem no Brasil, muitos jornalistas os esperavam. Outra coincidência foi que os Jordans voltaram ao Brasil no mesmo vôo em que estavam os Herman's Hermits, outra banda britânica de muito sucesso na época, que rumava para Argentina em sua turnê latino-americana.
O encontro com os Beatles também gerou “ciúme” em outros astros da música brasileira, que estiveram na Inglaterra, tentaram e não conseguiram se encontrar com os Beatles. Enquanto isso os Jordans foram presença marcante nos mais importantes programas de televisão no Brasil, onde exibiam os filme deles com os Beatles e contavam detalhes sobre o casual e feliz encontro.
A grande exposição puxou outro sucesso dos Jordans com o compacto “Exodos”. No início de 1968, os Jordans lançaram o álbum “Edição Extra no. 2” com versões de músicas que estavam em evidencia na Inglaterra durante sua viagem mágica e misteriosa como “Massachussetts” e “The Letter”, além da versão de “Hello Goodbye” (de John Lennon e Paul McCartney).
Em meados de 1968 Aladdin deixou o grupo para formar uma big band com os saxofonistas Bill Vogel (marido da atriz Bibi Vogel) e Paulinho Astronauta. A Aladdin Band emplacou de saída uma versão de “Zabadak”. Os Jordans ainda lançaram cinco álbuns até 1971 e fizeram shows até 1974, quando encerraram suas atividades. Durante os anos 80, Tony trocou o baixo pelo piano e seguiu fazendo apresentações solo. Irupe integrou o grupo de samba Raça Negra, de grande sucesso popular.
Até hoje, pelo que se sabe, os Jordans foram os únicos músicos brasileiros a estarem de fato com os Beatles, como grupo. Em quatro de fevereiro de 1968, outra casualidade favoreceu o Brasil, durante a sessão de gravaçao de “Across The Universe”, no estúdio da EMI, em Abbey Road. Paul McCartney foi a porta do estúdio e perguntou se algumas das fãs presentes era capaz de emitir um nota mais aguda para a gravação. Lizzie Bravo, uma brasileira de 16 anos, se candidatou e registrou sua voz na gravação junto aos Beatles. Entretanto Lizzie Bravo ainda não era uma cantora profissional na época.
Outros poucos músicos brasileiros tiveram contato com alguns dos ex-Beatles. Constam apenas Jerry Adriani com George Harrison, durante sua breve estada no Brasil em 1979; o cantor Marcelo também com George Harrison, na mansão deste, em Londres, em 1995; Daniela Mercury com Paul McCartney, em Oslo, na Noruega em uma cerimônia em homenagem aos cem anos do Prêmio Nobel, em 2001 e Ivan Lins, também em 2001, que após um show em uma casa noturna em Nova York, recebeu Paul McCartney em seu camarim.
Os Jordans Hoje
Depois de uma pausa de dezessete anos, o Jornal da Tarde procurou integrantes dos Jordans e dos Jet Black para realizar uma matéria sobre o início do rock instrumental no Brasil. Desse encontro surgiu a idéia de uma turnê com músicos remanescentes do Rock'n'roll dos anos 60.
As gravadoras perceberam o potencial dessa onda nostálgica e passaram a lançar uma série de coletâneas com músicas da época, além do lançamento dos Lps originais remasterizados em Cds. Em 1993, os Jordans (Aladdin, Foguinho, Tony e Sinval) gravaram o álbum “Bons Tempos” (lançado em 1994), com uma releitura de seus antigos sucessos. O disco serviu de base para uma serie de concertos e apresentações em radio e TV como “Domingão do Faustão”, “Programa do Jô”, “Programa do Ratinho”, “Gilberto Barros” e muitos outros.
Em fevereiro de 2000, os Jordans lançaram o álbum “Geração Surf”, e embarcaram em uma turnê revival com Prini Lorez, Wanderley Cardoso, Martinha, Vanuza e Renato e seus Blue Caps. A gravadora EMI, que detem os direitos das antigas gravacoes dos Jordans, lançou seus discos na Europa, enquanto que no Brasil foram lançadas duas coletâneas com gravações originais “Radio Vitrola Vol I e II”. Desde então os Jordans cumprem uma agenda de 60 shows por ano, em todo o Brasil e participam de vários programas de TV, onde o tema recorrente é sempre o encontro deles com os Beatles.
Em 2006, os Jordans lançaram o DVD “Nossa História” e o álbum “Studio 5”. Atualmente os Jordans estão cogitados a figurar no “The Guinness Book of Records” com a banda mais longevena de todos os tempos, com 50 anos de carreira e mantendo seus membros originais, alem da possibilidade de concorrer ao Grammy Latino. Os Jordans também estão gravando, nos estúdios Mosh, um álbum com musicas inéditas a ser lançado pela Sony com produção de Aladdin Jordan e o ex-baixista dos Pholhas Oswaldo Malagutti. A primeira mostra do novo disco esta e no Youtube, com o clipe da musica “Jezebel” dirigido por Leo Ferraz.
Sergio Farias
sergioricardofarias@yahoo.com.br
Agradecimento especial a Aladdin Jordan
thejordans.aladdin@ig.com.br